Pelizaro cobra plano de prevenção aos acidentes de trânsito e critica contrato do transporte público
Últimas atualizações sobre os acontecimentos do nosso município.
19 de fevereiro de 2026
Na Tribuna da 3ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Franca, o vereador Gilson Pelizaro (PT) abordou temas relacionados à infraestrutura pública, segurança no trânsito e transporte coletivo, com cobranças ao Poder Executivo e defesa de ações preventivas.
Interdição de centro comunitário
No início do discurso, o parlamentar tratou da interdição do Centro Comunitário do Jardim Palmeiras. Ele informou que protocolou requerimento solicitando informações técnicas à Prefeitura para esclarecer os motivos da medida.
“Fiz um requerimento para saber se tem as informações técnicas, laudo, e se a situação demandava realmente o que foi feito”, afirmou.
Segundo Pelizaro, é necessário acesso aos documentos que embasaram a decisão para verificar se a interdição foi devidamente justificada.
Trânsito: aumento de mortes e cobrança por prevenção
O principal tema do pronunciamento foi o trânsito. O vereador classificou a situação como preocupante e apresentou dados sobre acidentes fatais na cidade.
“É um tema crucial, para quem não sabe em 2025 foram 40 acidentes fatais nas ruas da cidade, um índice de 21% acima de 2024”, declarou.
Pelizaro lamentou que Franca figure entre as primeiras colocadas em ranking de cidades com trânsito violento e criticou a ausência de campanhas educativas, ações de orientação e fiscalização.
Ao defender maior uso da rede municipal de ensino como ferramenta de conscientização, afirmou: “Tem gente que não utiliza da rede municipal, as crianças em idade escolar praticamente todas estão nas escolas municipais. É facinho de chegar recado aos motoristas, que são os pais e as mães”.
O parlamentar também defendeu a criação de um Plano Preventivo contra Acidentes de Trânsito e relembrou ações desenvolvidas na gestão do ex-prefeito Gilmar Dominicci, quando, segundo ele, o município recebeu reconhecimento internacional por iniciativas educativas.
“Franca já foi referência internacional em prevenção a violência no trânsito no governo Gilmar Dominicci. Recebeu prêmio internacional, tinha teatro falando da violência no trânsito, panfletos entregues nos semáforos, uma série de atividades nas escolas municipais e hoje a gente não vê nada disso”, disse.
Ao cobrar fiscalização, acrescentou: “Não tem mais, quem respeita a lei não sofre mal nenhum, mas quem não respeita a lei e pode causar danos familiares. Estamos vendo jovens de 18 anos, 19 anos, uma faixa de 25 anos para baixo, perdendo a vida no trânsito e ninguém vai fazer absolutamente nada?”
Com a proximidade do Maio Amarelo, reforçou a necessidade de planejamento antecipado: “Algo precisa ser feito, o Maio Amarelo está chegando e nós estamos em fevereiro, quais são as ações preventivas que os responsáveis pelo trânsito vão fazer no mês de prevenção aos acidentes de trânsito?”
Ele ainda enfatizou a responsabilidade do Poder Público: “O Poder Público é responsável pela educação, pela prevenção, tem que ter ações sérias e firmes. Jogar a culpa no motorista e no motociclista é um erro, o que precisa é de conscientização no trânsito”.
Transporte coletivo: críticas ao contrato e à tarifa
Ao abordar o transporte público, Pelizaro relembrou a visita feita pelos parlamentares ao sistema e destacou que votou contra o projeto que autorizou o contrato vigente, por entender que não atendia às necessidades dos usuários quanto à renovação da frota, melhorias nos pontos e modernização do serviço.
“É um contrato de R$ 850 milhões para 20 anos e com possibilidade de mais 5 anos. Pagamos uma tarifa cheia de R$ 8,22. Essa conversa que a tarifa é R$ 4,00 não é. Isso é para o usuário, que antigamente pagava sozinho, agora o contribuinte que paga os impostos também paga sem andar de ônibus pelo subsídio de R$ 23 milhões”, afirmou.
O vereador também cobrou melhorias no Terminal de Ônibus e nos abrigos e criticou a cobrança de taxa para recarga do cartão.“Contrato novo não significa modernidade”, declarou.
“A modernidade que colocaram é que estão cobrando uma taxa de R$ 2,00 para pessoa fazer a recarga no cartão. Isso é inadmissível”, acrescentou.
Sobre a frota, destacou: “Não concordo com contrato por isso votei contra. A média de idade dos ônibus para circular é de 10 anos e parte deles vai ter que ser trocada. Outra coisa que descobrimos é que a MOV só existe em Franca, então, se o ônibus saísse zero quilômetro teria que sair pintado, adaptado, com cores e logomarcas da empresa que está aqui. Temos que respeitar o contrato, mas acho que é uma idade alta para os ônibus poderia ser menor, mas o contrato que foi aprovado foi esse. Vamos fiscalizar e ficar de olho”.
Notícias Relacionadas
Zezinho Cabeleireiro pede revisão de mudanças do trânsito da avenida São Vicente e cobra manutenção em ponte
19 de fevereiro de 2026
Mães relatam impactos após mudanças em credenciamento de clínicas para autistas
19 de fevereiro de 2026
Moradores cobram manutenção e infraestrutura para Recanto Fortuna e Monte Carlo
19 de fevereiro de 2026
Fransérgio destaca Casa de Apoio para acompanhantes de pacientes oncológicos e parabeniza família do atleta Estevão
19 de fevereiro de 2026
Marcelo Tidy cobra Sabesp e CPFL após acidentes e pede melhorias no transporte público
19 de fevereiro de 2026
Marília Martins defende Carnaval, cobra investimentos em cultura e aponta falhas no transporte
19 de fevereiro de 2026