Moradores cobram manutenção e infraestrutura para Recanto Fortuna e Monte Carlo

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19 de fevereiro de 2026

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Moradores dos bairros Recanto Fortuna e Monte Carlo utilizaram a Tribuna Livre durante a 3ª Ordem do Dia da Câmara Municipal, nesta quinta-feira (19), para cobrar providências quanto à falta de infraestrutura, manutenção das vias e implantação de rede de esgoto nas localidades.

As manifestações foram acompanhadas por vereadores, que reconheceram as dificuldades enfrentadas pela população e cobraram ações do Poder Executivo.

O munícipe Jorge Machado de Oliveira abriu as falas com um apelo direto ao Poder Público. “Estamos abandonados, não tem recurso nenhum e nesse tempo de chuva não tem como sair de casa”, afirmou. Ele relatou que a carência de infraestrutura se arrasta há anos e destacou que, além do asfaltamento, os bairros também necessitam de rede de esgoto.

Jorge também questionou o valor do IPTU cobrado. “Meu IPTU chegou no valor de R$ 4 mil, é um absurdo, e esse IPTU não está sendo usado para o que deve ser usado”, declarou. O morador pediu maior atenção das autoridades e convidou vereadores e o prefeito a visitarem a região. “Gostaria que vocês visitassem nosso bairro, muitas famílias e porque não olhar por aquele povo. Pedimos mais respeito”, disse.

Embora reconheça que o asfaltamento seja um projeto complexo, ele defendeu ao menos medidas emergenciais. “Eu sei que é um projeto difícil, se não dá para fazer agora, será que a Prefeitura não tem uma patrola, uma máquina para passar nas estradas para que possamos transitar? É um absurdo”, cobrou.

Na sequência, o munícipe Osmar Andrade também fez uso da Tribuna. Ele agradeceu o espaço concedido e apresentou informações sobre o projeto de asfaltamento existente para a região. “Nós não vamos ter condições de asfaltar com urgência aquele bairro, porque o projeto que temos de asfalto lá é um projeto de 22 anos e custava próximo de R$ 17 milhões, isso em 2020, que foi a última atualização dos custos”, afirmou.

Segundo ele, “desses R$ 17 milhões, 55% é para obras de águas pluviais”. Osmar destacou ainda que, após a Prefeitura assumir a área rural e passar a cobrar IPTU, entende que a responsabilidade pelas melhorias é do município. Ele reforçou a dificuldade financeira para execução da obra. “Não temos condições de asfaltar, hoje seriam em torno de R$ 22 milhões, o que daria R$ 100 mil para cada terreno”, pontuou.

Diante desse cenário, defendeu alternativas imediatas. “Não vai asfaltar? Então, beleza, o que precisamos? É de manutenção. Não acredito que a Secretaria de Obras de Franca não tenha um engenheiro”, afirmou.

Ao final, reforçou o papel do Legislativo. “Estamos no Poder Legislativo, não é Poder Executivo, nós precisamos de vocês é que apresentem projetos. Não sei se vão apresentar projetos para asfaltamento, o que não acredito, mas que apresentem projetos para manutenção”, concluiu.

O vereador Walker Bombeiro da Libras (PL) relatou que esteve no bairro por três vezes e disse ter ficado “assustado com o descaso”. Ele afirmou que já apresentou indicações solicitando melhorias e ressaltou que, embora o asfaltamento seja um sonho de longo prazo, a prioridade é a situação atual. “É claro que a gente sonha com asfalto, a gente sabe que é caro e pode ser a longo prazo. Mas o que preocupa é com o agora”, declarou, cobrando ação urgente da Prefeitura.

O vereador Gilson Pelizaro (PT) também lamentou a demora no atendimento das demandas. Segundo ele, a solução por meio de contribuição de melhoria, nos moldes defendidos pelo Executivo, não resolveria o problema. “Se for levar a questão por contribuição de melhorias como a Prefeitura quer, não vai resolver nunca porque o custo é altíssimo e vai caro demais para cada morador”, avaliou. Pelizaro reforçou que “a manutenção das vias é de responsabilidade da Prefeitura independente de processo judicial, independente de qualquer coisa, isso é obrigação”, e sugeriu que o município elabore projetos para captação de recursos em outras esferas de governo.

O vereador Zezinho Cabeleireiro (PP) afirmou que já esteve no local e conhece as dificuldades enfrentadas pelos moradores. “Já fiz várias indicações e pedi para que as máquinas passem pelo local”, disse. Ele relembrou sua atuação na EMDEF e citou projetos que possibilitaram o asfaltamento de 15 bairros. Para ele, o principal desafio está nas obras de drenagem. “O maior problema lá é arrumar dinheiro para obras de águas pluviais, tem que conversar com o prefeito”, afirmou.

Também se manifestou o vereador Carlinho Petrópolis Farmácia (PL), que destacou conhecer a realidade dos bairros e ter visitado a região diversas vezes. Ele mencionou estudo relacionado à bacia do Rio Canoas que deve ser encaminhado à Câmara nas próximas semanas e pode prever investimentos em loteamentos. “Sabemos que tem um estudo relacionado à bacia do Rio Canoas e deve vir para Câmara e ser votado nas próximas semanas e sabemos que pode ter algum investimento em loteamentos e que possa contemplar vocês também”, explicou. O parlamentar reconheceu a dificuldade de custeio pelos moradores e reforçou: “Mas a manutenção, sempre corremos atrás, sei que sofrem dia e noite, e a infraestrutura a Prefeitura tem que manter”.

Por fim, o vereador Daniel Bassi (PSD) agradeceu a presença dos moradores e lembrou legislação aprovada na Casa que autoriza a destinação e o reaproveitamento de material fresado (raspa de asfalto) no município. “Se for do interesse do Poder Executivo eu acho totalmente viável”, afirmou. Ele ponderou que a medida não resolve definitivamente o problema, mas pode amenizar a situação. “Não é uma solução, é um paliativo que possa amenizar a situação que estão vivendo lá”, concluiu.

A discussão evidenciou a urgência de intervenções nos bairros Recanto Fortuna e Monte Carlo, sobretudo quanto à manutenção das vias e à busca de alternativas técnicas e financeiras para melhorias estruturais.

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