Marília Martins defende Carnaval, cobra investimentos em cultura e aponta falhas no transporte
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19 de fevereiro de 2026
A vereadora Marília Martins (PSOL) utilizou a Tribuna da Câmara Municipal de Franca na manhã desta terça-feira (19), durante a 3ª Sessão Ordinária, para comentar as comemorações do Carnaval, rebater críticas feitas por parlamentares sobre desfile no Rio de Janeiro e cobrar investimentos na cultura e no transporte público do município.
Defesa do Carnaval
Inicialmente, Marília tratou das festividades carnavalescas realizadas na cidade e parabenizou blocos, organizações e voluntários que promoveram eventos para a população.
“Quero parabenizar a quem movimentou o carnaval da nossa cidade, independente do não apoio do Poder Público mais uma vez esse ano. Então, grupo Cangoma, Rosa da Mata, Banda Maria Brasileira, Bloquinho da Zona Norte, Ases do Ritmo, Bloco Simpatia e diversos outros blocos que aconteceram. Não tenho agora os nomes, mas prestaremos a justa homenagem a vocês que mantêm viva na nossa cidade um pedaço da nossa cultura que representa a nossa história”, afirmou.
Debate sobre sátira
Na sequência, a parlamentar rebateu críticas feitas em relação ao desfile da escola de samba Acadêmicos do Niterói, no Rio de Janeiro.
“Tem vereador que ao invés de falar da cidade, do próprio carnaval da cidade ou da falta dele, falta de políticas públicas, da falta de Plano Municipal de Cultura, da falta de investimento nos últimos anos para o setor, vem falar de uma escola que fez um enredo no Rio de Janeiro”, declarou.
Marília se referiu a uma ala da escola que tratou da representação de “famílias em conserva”. “O que é essa família em conserva? Essa família é aquela que não denuncia violência doméstica, muitas vezes a mulher que vai denunciar ouve ‘ora mais’, daquele pai de família que nunca está realmente presente, e na verdade temos uma tradição maior que a carnavalesca que é o abandono paterno, por exemplo, e eles se incomodaram de retratar essa família que conserva um modelo de vida que exclui as pessoas e não vivem realmente o amor ao próximo”, argumentou.
Ela acrescentou que o Carnaval historicamente utiliza recursos como ironia e crítica social. “Isso é uma sátira, mas primeiro de tudo, a gente precisa pesquisar no Google o que é sátira. E o carnaval traz sátira, traz deboche, traz brilho, ele traz muitas vezes a realidade para avenida como forma de celebrar ou de protestar”, disse.
A vereadora também afirmou que as críticas não se dirigem à religião. “Muitas pessoas ficaram ofendidas porque vestiram a carapuça dessa família conservadora, que não tem nada a ver com crítica à religião, ao cristianismo, a nada que não seja a família conservadora que se coloca naquele modelo que todos colocam como referência e deveria seguir e todos que estão fora daquele padrão não presta”, declarou.
Em tom crítico, completou: “O que presta para essa direita nefasta? Que tem coragem de vir aqui gastar o tempo, dinheiro do serviço público para falar de escola de samba de outro estado, pois aqui temos a mania de termos vereadores municipais interestaduais.”
Durante o pronunciamento, Marília mencionou nomes de figuras públicas associadas à direita nacional, como o ex-goleiro Bruno Fernandes, os deputados Nicolas Ferreira, Delegado Da Cunha e Lucas Bove, relacionando-os a episódios de violência e questionando o discurso de defesa da família.
Cobrança por investimentos na cultura
A vereadora também abordou a situação do Museu Histórico e criticou a falta de manutenção e investimentos.
“Eu fui presidente da Associação Paulo Duarte de Preservação ao Patrimônio Público (APD), onde a nossa sede era o museu, e há anos estamos tentando fazer algum trabalho de manutenção”, relatou.
Ela acrescentou: “só trocaram as telhas há vários anos porque pegou fogo no Teatro do Rio de Janeiro e perderam muitos dos seus objetos lá.”
Segundo Marília, o espaço enfrenta problemas estruturais. “Um museu que continua chovendo dentro, que não tem videomonitoramento, e cadê a empresa que foi contratada para substituir trabalho que era para a Guarda Civil fazer? Cadê o fortalecimento da Guarda Civil para fazer a proteção do patrimônio, dos espaços públicos e culturais? Isso ninguém fala sobre a cultura”, afirmou.
A parlamentar também questionou a destinação de R$ 500 mil da Lei Aldir Blanc, que segundo ela seriam voltados à reforma do Museu, além de mencionar emenda de R$ 100 mil enviada pelo deputado estadual Guilherme Cortez.
“O museu está desabando, o Colégio Champagnat está desabando, o Clube dos Bagres estávamos avisando que estava desabando e terminou de desabar, os Centros Comunitários olhem a situação que estão, os patrimônios que contam a história da nossa cidade como estão sendo tratados?’, declarou.
Transporte público e aplicativo
Ao final, Marília comentou a visita dos vereadores à empresa responsável pelo transporte coletivo urbano, a MOV.
“Estivemos lá, conversamos, não tivemos respostas para todas as questões, mas senti pelo menos a alegria de estar ali junto com os demais vereadores, diferente de outras vezes que não tivemos nem acesso, e já queria deixar registrado que não está bom o serviço, horários de ônibus não estão sendo respeitados, retiraram linhas importantes”, afirmou.
Ela também questionou o tempo de contrato e a idade da frota. “Tem ainda nesse contrato, que votei contra porque não achei que era o melhor contrato e da melhor forma de colocar, 12 anos para o ônibus rodar na cidade, muitos terão que ser trocados esse ano, porque já estão próximos dos 12 anos de rodagem, pois vieram de outras cidades. Queremos o IPVA em Franca para a gente também ser contemplado pelo imposto, queremos ver de fato uma melhora tecnológica”, declarou.
A vereadora esclareceu ainda que o aplicativo utilizado para consulta de horários e itinerários é o CittaMobi.
“O aplicativo que a população precisa acessar para ver horários e ônibus e as linhas é CittaMobi. Teve vereador que falou que era MOV, e não é, quem acessar não vai conseguir as informações porque é para quem tem o vale-transporte. Seguiremos acompanhando”, concluiu.
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