Marília Martins defende valorização dos servidores, incentivo à cultura e critica Estado por mudanças na educação
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10 de fevereiro de 2026
Durante a 2ª Sessão Ordinária de 2026, realizada nesta terça-feira, 10 de fevereiro, a partir das 9h, a vereadora Marília Martins (PSOL) utilizou a Tribuna para tratar de temas ligados ao dissídio dos servidores municipais, às políticas culturais e à educação estadual.
Valorização servidores
Ao iniciar sua fala, Marília relatou reunião realizada na semana anterior com representantes da Prefeitura e vereadores, quando foi apresentada a pauta de reivindicações dos servidores em relação ao dissídio.
Segundo a parlamentar, o diálogo ocorreu de forma antecipada em comparação ao ano anterior. Nesse contexto, afirmou: “Eu deixo aqui minha grata satisfação de que este ano já está sendo diferente do ano passado, porque no ano passado chegou aqui a esta Casa para votação, tivemos pouquíssimo tempo para avaliar o que estava acontecendo”.
A vereadora avaliou positivamente a conversa, destacando apontamentos relacionados à remuneração e ao vale-alimentação. Em seguida, alertou para a situação de servidores com deficiência (PCD), que sofrem descontos salariais, no vale e pontuação em casos de ausências ou atrasos para realização de terapias e procedimentos médicos próprios ou de seus dependentes. Sobre o vale refeição, sugeriu que o benefício utilize o sistema de chapa, em vez de ser calculado por dias trabalhados.
Ainda sobre o funcionalismo, Marília afirmou ter recebido um volume significativo de demandas de munícipes e servidores, o que resultou em uma análise das estruturas de trabalho e na elaboração de mais de 70 apontamentos de melhorias.
Ela incentivou a continuidade do envio de demandas, como forma de subsidiar o Executivo na identificação de problemas e soluções.
Plano Municipal de Cultura
Na sequência, a vereadora abordou a área da cultura. Ela informou sobre reunião prevista para o mesmo dia no Conselho Municipal de Política Cultural, que discutiria demandas de artistas e produtores locais, especialmente em relação aos prazos das oitivas e do Edital Aldir Blanc, investimentos para revitalização do museu com valor retirado do edital de fomento e a necessidade de um posicionamento sobre o plano municipal de cultura.
Ao tratar do tema, destacou que “nós precisamos olhar para a cultura com o potencial econômico”, mencionando possibilidades de parceria com o Turismo, dentre outras.
Apesar disso, avaliou a ausência de planejamento estruturado e afirmou: “nós não estamos tendo, ainda, o planejamento necessário para poder levar a cultura a um outro patamar aqui na nossa cidade. E um dos motivos principais para isso é que nós não temos um plano municipal de cultura, que tem que acontecer a partir de uma conferência chamada pela Secretaria e a construção de uma central de projetos”.
Segundo a vereadora, artistas e produtores locais têm recorrido a editais estaduais de maior porte, trazendo investimentos relevantes para o município. Ela ponderou, no entanto, que os resultados poderiam ser ampliados com maior investimento municipal.
Educação
O terceiro tema abordado foi a educação estadual. Marília criticou a implementação de escolas cívico-militares, classificando o modelo como um retrocesso.
Ao tratar do assunto, declarou: “escolas cívico-militares sendo implementadas com muitas falhas, com profissionais que não são qualificados para estarem em ambiente pedagógico”. Ela citou casos recentes tornados públicos que apontam problemas na atuação desses profissionais.
Marília argumentou que a presença de militares não resolve os problemas de violência enfrentados pela comunidade. Segundo ela, “alguns policiais aposentados não resolvem a violência que essas crianças sofrem: a violência dentro de casa; a violência de desestrutura, muitas vezes familiar; a falta de acesso à educação emocional dentro de casa”.
Ao concluir, a vereadora questionou a substituição de profissionais qualificados por outros sem experiência pedagógica na educação especial e alertou para o risco de agravamento da situação da educação, já delicada e também mencionou a atribuição de aulas que desrespeitou a isonomia dos professores que não tiveram acesso aos alunos.
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