Câmara reconhece artistas francanos por conquista inédita em edital nacional do CCBB

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19 de fevereiro de 2026

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A Câmara Municipal de Franca homenageou nesta terça-feira (19) os artistas Daniela Rosa e Rafael Bougleux, fundadores da Cia. Entre Nós, pela conquista inédita do Edital de Patrocínio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) 2026-2027.

A Moção de Aplausos 1/2026 destaca o feito histórico da companhia francana, primeira da cidade a vencer a concorrida seleção nacional, que contou com mais de sete mil projetos inscritos.

Ao todo, 103 propostas foram selecionadas em diversas áreas culturais, sendo 43 na categoria Artes Cênicas. Entre elas está o espetáculo “Nós ou Ninguém Podia Ouvir os Olhos Dela”, obra de dança-teatro que aborda a violência contra a mulher por meio de uma abordagem poética, sensível e contundente.

A circulação prevista pelo edital contempla atividades totalmente gratuitas, com possibilidade de apresentações em até cinco unidades do CCBB: Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Cada unidade negocia individualmente a programação com os projetos aprovados, e a companhia já confirmou presença em duas delas, cujos locais ainda não podem ser divulgados.

Como contrapartida, além das apresentações do espetáculo, a Cia. Entre Nós realizará oficinas de dança e o bate-papo “DESfazendoNÓS”, ampliando o diálogo com o público sobre o processo criativo e a temática abordada, além de outras intervenções que ainda serão definidas.

A conquista ocorre em um momento simbólico para o grupo. Em 2025, a Cia. Entre Nós completa 10 anos de fundação. Já o espetáculo “Nós ou Ninguém Podia Ouvir os Olhos Dela” celebra uma década em cartaz em 2026, consolidando-se como a obra francana de dança-teatro com mais tempo de atividade contínua.

Livremente inspirado em casos reais e em trabalhos de artistas como Suzanne Lacy, Leslie Labowitz, Nan Goldin e Nina Simone, o espetáculo reúne em cena Daniela Rosa (bailarina), Rafael Bougleux (ator), além dos músicos Renata Prado e Wendel Dima, com direção de Fernando Gimenez.

A montagem provoca o espectador ao evidenciar a cumplicidade social diante da violência doméstica cotidiana nas relações amorosas. Em cena, um casal vivencia um processo artístico de investigação sobre a violência contra a mulher, revelando, por meio do corpo e do afeto, os limites e tensões de uma relação marcada por colisões emocionais.

A Moção ressalta que a conquista garante visibilidade nacional para Franca e reconhece a coragem dos artistas em tratar de temas delicados, porém urgentes, como a violência doméstica e os relacionamentos abusivos.

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