Na sessão ordinária desta terça-feira, 1º de abril de 2025, a Tribuna Livre foi ocupada pelo professor Dante de Oliveira Junior, que discursou sobre o dissídio dos servidores municipais. “A nossa luta tem que ser firme. Nós temos que fazer nossas deliberações, nossos questionamentos dentro da lei, dentro da civilidade”, afirmou.
Ele ressaltou o papel dos vereadores na fiscalização dos recursos públicos e na elaboração de projetos que beneficiem a população. Embora reconheça que os parlamentares não podem alterar os valores de reajuste propostos pelo Executivo, defendeu que cobrem maior valorização dos servidores.
“A nossa função é extremamente para melhoria da cidade e do cidadão francano”, destacou, enfatizando a importância dos servidores públicos. E completou: “Nós atendemos toda a população, inclusive os eleitores que elegeram vocês, inclusive os eleitores que elegeram Alexandre Ferreira. Vocês devem esta obrigação aos seus eleitores”.
Dante também comentou o episódio ocorrido no fim de semana com a vereadora Lindsay Cardoso durante uma manifestação no centro da cidade, classificando o fato como “lamentável”. Em seguida, chegou a pedir desculpas a parlamentar pelo ocorrido.
Ele destacou as difíceis condições de trabalho dos servidores, que enfrentam agressões verbais e físicas no exercício de suas funções. “Tem que ter um senso de respeito de todos e de responsabilidade de todos. Todos somos responsáveis pelos nossos atos”, disse.
Ao final, criticou a falta de diálogo do Executivo: “O que importa é que vocês olhem para a cidade e vejam os problemas da cidade e não se curvem ao gerador do caos”.
A servidora municipal Tamires Lídia Carreiras também utilizou a Tribuna Livre para relatar sua experiência nas negociações do dissídio. Ela afirmou que a Prefeitura não abriu espaço para diálogo e criticou a aprovação do vale-alimentação para cargos como prefeito, vice, secretários e vereadores. “Não é ilegal, mas a gente trabalhando com moralidade, é imoral”, declarou.
Tamires lamentou o ocorrido com a vereadora Lindsay Cardoso e explicou que os servidores não participam das sessões do Legislativo devido aos horários de trabalho.
Ela acrescentou: “O vereador está aqui para me representar, se eu tiver que sair da minha casa para ensinar como eles têm que fazer o trabalho deles, está errado”.
Por fim, convidou os parlamentares a conhecerem as condições precárias de trabalho, especialmente nas unidades de saúde. “Como servidora eu sou representante do poder público, eu tenho um peso muito grande. A minha cara que está sendo exposta. Então, a população vai cobrar de mim como servidora”, finalizou.