A vereadora Marília Martins (PSOL) abordou temas importantes na manhã desta terça-feira, 1º de abril, na Tribuna durante a 13ª Sessão Ordinária no Plenário da Casa de Leis francana.
Em especial tratou sobre as questões relacionadas a negociação salarial dos servidores públicos municipais que se manifestaram na sessão plenária. ‘Eu entendo e me solidarizo com a revolta de vocês ao ver que a Prefeitura fechou as portas e que o prefeito deu as costas para essa negociação’ disse a parlamentar.
Servidora pública do Estado, Marília citou que sua mãe também é professora e conhece bem as dificuldades enfrentadas pela categoria na busca por valorização profissional. ‘As professoras ficaram 60 dias em greve e passaram um ano repondo porque teve repor aos finais de semana. Sou servidora do Estado e sei o que é estar dentro de uma estrutura e pedir ano, após ano, melhorias e ver danos no lugar de trabalho, simplesmente se deteriorando, trabalhando na precariedade e na maioria das vezes não ter ninguém do nosso lado’
A legisladora defendeu o diálogo nas negociações ‘gestores que tenham capacidade de sentar em uma mesa como gente grande e falar vamos resolver os nossos problemas, o problema da cidade, com ajuda de quem trabalha na ponta todos os dias’
Vereadora de primeiro mandato, Marília lembrou os desafios enfrentados nos primeiros três meses da Legislatura como, por exemplo, projetos sobre a reforma administrativa da Prefeitura, criação de nova Secretaria da Esporte e Cultura e o projeto que tratou sobre o reajuste dos servidores públicos municipais.
‘Foi por pouco que não conseguiu passar o projeto para votar em urgência naquele dia, ganhamos uma semana de negociação, fui as assembleias, estive aqui, na comissão, fiz as minhas falas, conversei com Luís Fernando do sindicato, com o Jurídico, e todos naquela semana foram unânimes; tem que aprovar para não perder o vale alimentação. Foi a única forma e motivo que aprovei essa lei’ justificou sobre voto favorável ao projeto.
Marília acrescentou ‘eu não vou compactuar com mais de 5 mil servidores perdendo o direito ao vale alimentação. E foi sobre isso essa votação. Não foi sobre melhoria de qualidade de vida de servidor, não foi sobre melhoria de salário, abono e vale alimentação, porque já não tinha tempo. Isso me causa uma revolta, porque me senti encurralada por essa manobra da Prefeitura de jogar para essa casa o que deveria ter vindo pacificado, acordado entre sindicato e servidores’
A parlamentar criticou a postura do Poder Executivo e se comprometeu a defender a categoria na busca pela valorização ‘temos dissídio todos os anos, temos um ano para nos organizar para isso não acontecer de novo’
Sobre o fato ocorrido com a vereadora Lindsay Cardoso (PP) na Praça Central, Marília comentou ‘a partir do momento que uma mulher está com medo, eu como ativista em defesa do direito para as mulheres e como procuradora da mulher não posso compactuar que foi a melhor forma de acontecer’. A legisladora apontou ‘todo esse ânimo aflorado, toda essa revolta tem um endereço, e se chama Prefeitura de Franca’.
A legisladora defendeu abertura de uma Comissão Especial de Assuntos Relevantes (CEAR) para tratar sobre o tema ‘acabou! Agora não é mais sobre o dissídio, é sobre valorização tanto do vale alimentação, dos salários, da condição de trabalho, da condição de atendimento para a população’
‘E se o prefeito está tranquilo achando que essa lei passou e esse dissídio mais um ano aconteceu dessa forma, agora pode ficar sossegado e tranquilo, está muito enganado. Porque essa luta aqui está só começando, a gente vai ter pelo menos mais três dissídios, temos mais três anos de organização e mobilização, e através dessa CEAR vamos chamar audiências públicas de cada setor e trazer o diagnóstico da saúde, da educação, da assistência, da Guarda Civil, de cada setor da nossa sociedade’ explicou.
‘Vamos entregar esse relatório ao Tribunal de Contas, Ministério Público e a quem tiver interessado e juntar e melhorar a condição de vida da nossa da cidade, a começar por aqueles que sustentam o título de 2ª melhor cidade do nosso Brasil para se viver’, que são os trabalhadores da nossa cidade, concluiu Marília.