Temas importantes foram abordados na Tribuna pela vereadora Marília Martins (PSOL) na manhã desta terça-feira, 4, durante a 5ª Sessão Ordinária realizada no auditório do Uni-Facef.
Marília iniciou comentando sobre a reunião aberta realizada nesta segunda-feira, 3, para ouvir as sugestões dos agentes culturais para o desenvolvimento junto a nova nova Secretaria de Esporte e Cultura.
‘Eu levei um bolo ontem! Eu sei que pode parecer inusitado falar isso aqui, mas quando a gente marcou a reunião ampliada da cultura para falar sobre o setor cultural, o prefeito numa conversa muito amigável garantiu que iria enviar um representante, então, eu estava iludida e passando essa expectativa adiante de que teríamos esse representante ontem’ lamentou.
A legisladora recordou os convites feitos aos representantes da FEAC ‘embora não tenham sido nomeados os ocupantes dessa nova pasta, poderia ter vindo alguém da FEAC. Na primeira sessão enviei um requerimento para os representantes falarem sobre a transição, os planos, o projeto e não veio ninguém’
‘E isso nos deixa preocupados porque a gente não sabe se é porque realmente não estão sabendo ainda como vai ser e o que vai ser, qual é a dificuldade ou se é desinteresse. É preocupante porque em muitos anos, há vários mandatos a gente não vê interesse no desenvolvimento da cultura e que vai na contramão do país inteiro’
A parlamentar ressaltou a geração de empregos diretos e indiretos, o incentivo a economia criativa, desenvolvimento do turismo ‘a gente espera esse olhar com carinho’
Sobre as propostas apresentas durante o encontro pelos agentes culturais, Marília citou algumas dificuldades quanto a estrutura na cidade em especial o uso do Teatro Municipal que inclusive necessita de reforma na parte técnica, iluminação, a utilização de praças e outros espaços. ‘Os artistas não querem apresentar em locais sem estrutura e sem planejamento’ explicou.
A legisladora voltou a defender investimentos de pelo menos 1% do Orçamento destinados à cultura assim como ocorre em outros municípios.
‘Queremos também saber sobre a Escola de Iniciação Musical (EMIM) porque a cultura não tem Orçamento, não tem dinheiro, e como é que vai colocar essa escola lá dentro sem o dinheiro, documentalmente onde que isso fala? Os professores serão cedidos ou ele (prefeito) vai abrir como projeto e terceirizar? O EMIM vai continuar na Casa da Cultura, porque hoje não é utilizada livremente pela comunidade, vai ter outra Casa da Cultura ou está em planejamento de remanejamento? Então, é do interesse também da escola e da população’ questionou.
Todos esses questionamentos e propostas segundo a vereadora serão incluídos no Plano Municipal de Cultura e apresentado na Conferência Municipal de Cultura.
Na área de saúde, a vereadora citou o acompanhamento da assembleia dos servidores que recusaram a proposta de alteração na escala de trabalho dos profissionais de urgência e emergência. ‘Hoje são 12h trabalhadas por 36h de descanso e a proposta é para que cumpram uma outra escala de 6x18 e tirando uma das folgas. E se não for aceito, serão punidos com 6x1, o que também vai na contramão do que vem sendo lutado no Brasil inteiro’ comentou.
A mudança segundo o Poder Executivo ocorre em função do aumento de atestados médicos, Marília questionou ‘não foram colocados os argumentos comprovados, a gente precisa realmente da comprovação. Eles fizeram um levantamento e não encontraram, então, se não é em cima desse argumento, qual é o real pretexto para modificar?’
A parlamentar ainda alertou que a alteração pode acarretar em outros gastos com transporte público, além da necessidade de contratação de mais profissionais para o setor para preenchimento de vagas. ‘Peço ao Poder Executivo que marque uma reunião com esses trabalhadores urgente para que seja ajustado um acordo que realmente funcione para todos’ disse.
Na educação, Marília criticou as mudanças do Estado com a substituição de professores da Educação Especial por cuidadores ‘tem tido diversas manifestações em várias cidades para garantir o direito das crianças, aqui em Franca, já aconteceu também e convido aos pais que estão perdendo esse direito dos filhos para entrar em contato, um o defensor público está ajudando a judicializar’
‘O que a gente vê em menos de um mês de mandato são só afrontas e dificuldade de dialogar’ concluiu.