Comissão de Saúde discute leitos, atendimento do AME e oxigênio com Santa Casa

Por bruno.ctp em qui, 18/02/2021 - 18:42
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Vereadores e administradores da Santa Casa se reúnem na sede do AME
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A Comissão de Saúde e Assistência Social da Câmara Municipal de Franca se reuniu na tarde de hoje, 18, com representantes da Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca na sede do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) para discutir os efeitos da pandemia do covid-19 na cidade.

Estavam presentes os vereadores Pastor Palamoni (PSD), Carlinho Petrópolis Farmácia (PL), Daniel Bassi (PSDB), respectivamente o presidente, vice-presidente e membro da comissão; além do parlamentar Gilson Pelizaro (PT). O grupo foi recebido pelo presidente da Santa Casa, Tony Graciano, e outros membros da administração da Santa Casa e do AME, órgão este que também é gerenciado pela Fundação.

Um dos principais tópicos do encontro foi a transição do AME para hospital de campanha específico para tratamento do novo coronavírus, o que interrompeu as demais atividades do centro, inclusive cirurgias eletivas. Palamoni explicou a questão:

A reunião foi muito esclarecedora. A grande preocupação da população são os atendimentos que o AME realiza. Não se sabe ainda data exata, mas há uma perspectiva de volta dos atendimentos, que depende da liberação da DRS (Departamento Regional de Saúde). Estaremos trabalhando para isso.

Apesar de os 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do AME estarem atualmente ocupados, os parlamentares receberam uma boa notícia: a partir de amanhã, 19, haverá a abertura de mais cinco leitos de UTI e cinco de enfermaria. Além disso, o grupo foi informado de que a Santa Casa possui dois tanques com cerca de 15 mil metros cúbicos de oxigênio no total para tratamento dos pacientes com covid-19. É uma quantidade suficiente para dois meses a dois meses e meio de uso.

Os recentes cortes de verba do Complexo pelo governo estadual também foram abordados. Segundo o administrador hospitalar da Santa Casa, Thiago Silva, a contenção atingiu 12% de dois programas do hospital, que serviam para aliviar a defasagem dos procedimentos pagos pela tabela SUS (Sistema Único de Saúde). Em reais, a perda de receita chega a R$ 300 mil por mês. “É um agravo também, porque a Santa Casa deixa de receber esses recursos e aplicá-los na saúde do município. Estamos levando essa questão aos deputados e ao governo estadual para tentar revertê-la”, afirmou Palamoni.

(Comunicação Institucional Câmara)