Marília Martins destaca memória afro-brasileira e aponta falhas no atendimento da Sabesp

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12 de maio de 2026

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A vereadora Marília Martins (PSOL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Franca, nesta terça-feira, 12 de maio, durante a 15ª Sessão Ordinária de 2026, para tratar de representatividade racial e de gênero, preservação da memória afro-brasileira, serviços prestados pela Sabesp e presença feminina no comando da Polícia Militar.

Cultura afro-brasileira e memória histórica 

O primeiro tema abordado foram medidas e dispositivos culturais sobre cultura afro-brasileira. Marília mencionou uma viagem recente feita à região conhecida como Pequena África, no Rio de Janeiro. 

Segundo Marília, o local reúne referências históricas ligadas à escravização no Brasil e à construção de políticas públicas antirracistas, inclusivas e afrocentradas. Ela definiu a região como “um espaço histórico onde muitos dos navios negreiros aportaram, onde muita história da escravização do nosso país aconteceu”.

Durante a viagem, Marília também esteve no Instituto Pretos Novos (IPN), onde foram encontradas ossadas de pessoas escravizadas. De acordo com a vereadora, o espaço foi organizado pela própria família responsável pelo local, sem apoio público, como forma de preservar a memória e promover a conscientização sobre medidas de reparação.

A parlamentar citou ainda a visita ao Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), que teve como presidente o francano Abdias do Nascimento. Ela também passou pela Galeria Berê, espaço destinado à exposição de trabalhos e produções de pessoas que vivem em comunidades quilombolas ou indígenas, além de ser estruturado para receber turistas.

Na sequência, Marília relatou que esteve no Centro Cultural Justiça Federal, onde participou do lançamento dos 15 anos de imortalidade de Abdias do Nascimento. Segundo ela, a iniciativa também está sendo proposta para o Sesc local.

A vereadora mencionou ainda a passagem pela Rua do Senado e por outros espaços que foram reformulados com foco no turismo e na realização de eventos ligados à representatividade cultural.

Ao relacionar as visitas com a realidade local, Marília afirmou que Franca ainda carece de marcações históricas em seus espaços públicos. “Esses espaços que eu visitei são essenciais para dar uma referência de que Franca, por exemplo, não tem os pontos de memória marcados. Muitas vezes, não tem nem uma placa contando qual a história que aconteceu, principalmente a história escravagista que ajudou a levantar nosso país, que também passou por Franca e também passou pela Mogiana”.

A vereadora também defendeu a criação de uma estrutura municipal voltada ao tema. “Nós estamos no curso de um convencimento para a criação de uma coordenadoria de raça e gênero, ou algo compatível, devido aos altos índices que a gente tem de violência e violência racial”.

Críticas aos serviços da Sabesp


Em outro ponto da fala, Marília tratou da Sabesp. Ela citou uma explosão ocorrida em Jaguaré, que teria sido causada por uma obra realizada pela empresa. A vereadora relacionou este e outros casos ao processo recente de privatização da companhia.

Ao tratar dos valores de lucro e da venda da companhia, Marília questionou a responsabilização pelos custos decorrentes de problemas atribuídos à empresa. “É uma empresa que lucra, que não está fazendo sua manutenção corretamente, e que no final das contas quem está sugerindo para pagar essa conta? O Estado. A empresa não é privada? Não foi ela quem fez aquilo acontecer? Ela que arque”.

A parlamentar também relatou demandas recebidas sobre o atendimento da Sabesp em Franca. “Já recebi denúncias de gente que fica 3, 4 horas esperando; idosos que não têm lugar para se sentarem; água que foi cortada em pelo menos 5 bairros; água voltando de dentro da rede porque não tem limpeza e manutenção”.

Representatividade Feminina

Ao final, Marília mencionou a Coronel Glauce Anselmo Cavalli, primeira mulher a comandar a Polícia Militar do Estado de São Paulo. A vereadora também comentou, em sua fala, que o comandante anterior teria sido destituído por associação com grupos criminosos.

Nesse contexto, Marília afirmou que mulheres, especialmente mulheres negras, muitas vezes são colocadas em posições de comando em momentos de desgaste institucional, “como plano B para limpar o nome dessas instituições”.


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