Pelizaro propõe comissão especial para discutir trânsito e reforça debate sobre tarifa zero

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12 de maio de 2026

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O vereador Gilson Pelizaro (PT) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Franca nesta terça-feira, 12 de maio, durante a 15ª Sessão Ordinária de 2026, para abordar temas relacionados à segurança no trânsito, mobilidade urbana e transporte público, com destaque para a discussão sobre a possível implantação da tarifa zero em Franca.

Audiência pública debate violência no trânsito

O parlamentar iniciou agradecendo a participação de entidades, especialistas e representantes da sociedade civil na audiência pública realizada na semana anterior para discutir a violência no trânsito no município.

Ao comentar o encontro, Gilson destacou a importância da participação coletiva na construção de soluções para a cidade.

“Várias entidades da cidade, da sociedade civil participando, tivemos análise e diagnóstico de especialistas, e a gente percebe que algo precisa ser feito no trânsito da cidade”, enfatizou.

Alta letalidade no trânsito 

Durante o pronunciamento, o vereador solicitou a exibição de um mapa com dados estatísticos apresentados na audiência pública pelo médico  Dr. Eduardo Sandoval, representante do UNI-FACEF. O levantamento reuniu números sobre vítimas e óbitos relacionados a acidentes de trânsito e, segundo o parlamentar, os índices registrados em 2026 já apontam um cenário alarmante.

“Os números são preocupantes, e só para terem uma ideia, os índices da Capital. Em São Paulo a letalidade é de 6,79 para cada 100 mil habitantes, em Campinas é 5,26 e em Franca 23,79. Ou seja, é altíssimo! Precisamos tomar medidas”, alertou.

Educação, fiscalização e investimentos

Gilson afirmou que temas como o uso de celular ao volante e o excesso de velocidade estiveram entre os principais problemas apontados durante a audiência pública. No entanto, ressaltou que a discussão não deve responsabilizar apenas os motoristas, mas também envolver políticas públicas e planejamento urbano.

“A gente não pode somente jogar a culpa no motorista. Políticas públicas são essenciais no trânsito. A adequação à modernidade, usufruir da tecnologia para diminuir mortes é extremamente importante”, pontuou.

O vereador também criticou a insuficiência de investimentos públicos voltados à segurança viária no município. “Se não colocar orçamento não adianta nada, precisa de dinheiro. Se tratar como currutela, uma cidade pequena, vamos ter problemas estruturais na cidade”, afirmou.

Comissão especial e protagonismo legislativo 

Como encaminhamento, Gilson Pelizaro defendeu a criação de uma Comissão Especial de Assuntos Relevantes (CEAR) na Câmara Municipal para acompanhar os estudos relacionados ao trânsito e colaborar com propostas para o setor.

“A Câmara Municipal precisa instituir uma Comissão de Assuntos Relevantes (CEAR) para a gente colaborar com os estudos que estão sendo feitos na Secretaria Municipal e a gente dar sugestões, dar propostas”, declarou.

O parlamentar também destacou a participação de diferentes instituições nas discussões, citando o Grupo Mulheres do Brasil, Uni-FACEF, Prefeitura, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Segundo ele, o trabalho preventivo deve ocorrer de forma permanente e não apenas durante a campanha Maio Amarelo.

“Não é só a Prefeitura, é a sociedade civil, é a Câmara Municipal e a Prefeitura. E não pode ser só no mês de maio, é uma referência para fazer reflexão sobre os trabalhos preventivos que estão sendo realizados, agora a atenção no trânsito é o ano inteiro”, disse.

Franca já foi referência nacional

Durante a fala, Gilson relembrou que Franca recebeu, em 2003 e 2004, o primeiro lugar nacional em educação no trânsito em premiação promovida pelo Denatran, durante a gestão do ex-prefeito Gilmar Dominici.

Segundo o vereador, o reconhecimento foi resultado de políticas de conscientização, educação e fiscalização implantadas naquele período.

Audiência pública vai discutir tarifa zero

Ao final do pronunciamento, o vereador convidou a população para a audiência pública marcada para quinta-feira, 14 de maio, às 10h, que discutirá a viabilidade da implantação da chamada “Tarifa Zero” no transporte coletivo urbano de Franca.

A proposta pretende reunir especialistas, autoridades, representantes da sociedade civil e usuários do transporte coletivo para debater os impactos sociais, econômicos e estruturais de um possível modelo de gratuidade no sistema municipal.

“Muitas pessoas não entendem e não se interessam, é de graça para o passageiro, mas o contrato será mantido. É o Poder Público em outros níveis além de Franca que vai bancar”, explicou.

Gilson também relacionou a proposta à melhoria da mobilidade urbana e à redução do fluxo de veículos nas ruas.

“Esse trabalho é importante porque é mobilidade, tira carros e motos das ruas, vai ser ganho de economia para o trabalhador e vai ajudar a mobilidade urbana”, concluiu.


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