Marília Martins repudia racismo em escola, alerta para violência doméstica e critica cortes na educação especial

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05 de maio de 2026

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Durante a 14ª Sessão Ordinária de 2026, realizada nesta terça-feira, 5 de maio, às 9h, a vereadora Marília Martins (PSOL) abordou casos de racismo no ambiente escolar, violência doméstica de gênero, feminicídio, o veto relacionado ao chamado PL da Dosimetria e a situação da educação especial.

Repúdio ao racismo 

O primeiro tema apresentado pela parlamentar foi um pedido de ajuda recebido de uma munícipe, relacionado a um caso de racismo sofrido pela filha em uma escola. Ao tratar do episódio, Marília questionou a formação das crianças diante desse tipo de conduta. “A preocupação é: onde nossas crianças estão aprendendo a ser racistas?”, afirmou.

Segundo a vereadora, a situação também impõe desafios aos gestores escolares sobre como lidar com casos de racismo. Marília informou que entrou em contato com a direção da escola, que estaria avaliando medidas sobre o episódio. 

Ainda sobre o caso, a parlamentar afirmou que, embora tenha sido aplicada suspensão ao aluno envolvido, ele compareceu à aula, o que teria gerado incômodo à vítima.

Marília reiterou seu compromisso com a pauta e lembrou que atua em escolas tratando esse e outros temas. “Toda minha solidariedade à criança, à mãe da criança, e a minha parabenização para essa gestão, que levou até o final, inclusive pedindo a transferência deste menino”, disse.

Combate à violência 

Na sequência, Marília tratou da violência doméstica de gênero e do feminicídio. A vereadora solicitou a exibição de um vídeo sobre violência doméstica e a forma como o tema costuma ser tratado em igrejas. 

PL da Dosimetria 

A parlamentar também comentou o veto ao chamado PL da Dosimetria. A dosimetria é o cálculo usado para definir a pena aplicada a uma pessoa condenada, considerando fatores como gravidade do crime, circunstâncias do caso, antecedentes e regras de cumprimento da pena. 

No debate citado por Marília, o tema envolve especialmente a progressão de regime, ou seja, o tempo mínimo de cumprimento da pena antes da passagem para um regime menos severo.

Sobre o assunto, ela afirmou que “é, também, a derrubada do cumprimento de penas por aqueles que praticam crimes hediondos considerados, também, estupro, pedofilia”.

Educação Especial 

Por fim, a vereadora abordou a educação especial. Marília mencionou cortes e demissões na rede estadual de ensino. “Já foram mais de 40 mil professores demitidos no nosso estado. Nós tivemos o corte de 5%, de pelo menos R$ 11 bilhões na educação”, afirmou.

Ao encerrar, a parlamentar relembrou ações realizadas em apoio à pauta, como visitas técnicas e audiência pública sobre o tema. Marília também questionou o governo estadual em relação à situação atual do município. “Atualmente, nossas crianças não têm atendimento de fono, Franca não tem neuro infantil, não tem atendimento psicológico”, disse.

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