Zezinho defende ensino supletivo e questiona sobre exigências para uso de áreas para prática esportiva
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24 de março de 2026
O vereador Zezinho Cabeleireiro (PSD) utilizou a Tribuna na manhã desta terça-feira (24), durante a 8ª Sessão Ordinária realizada no plenário da Casa de Leis francana, para tratar de temas relacionados à educação e ao uso de espaços públicos no município.
Fechamento ensino noturno
Logo no início, o parlamentar abordou a situação do ensino supletivo e relatou reunião com representantes do Ensino Supletivo Municipal. Ele criticou medidas do Governo do Estado de São Paulo que, segundo ele, vêm reduzindo a oferta de vagas no período noturno.
“É um absurdo o que estão querendo fazer, o Governo do Estado de São Paulo está tirando as vagas noturnas. É um absurdo, pois às vezes tem quatro ou cinco alunos num bairro, e por que não reúne todos e faz uma sala?”, questionou.
Ensino Supletivo
No contexto local, Zezinho também demonstrou preocupação com mudanças que podem impactar diretamente o atendimento em Franca, citando a escola CESUM, vinculada à Escola Estadual Clemente Ribeiro Novelino Abdala.
“Eu estudei lá, é a escola CESUM, um ensino supletivo. Atende atualmente mais de 750 alunos, e sabe o que fizeram? Cancelaram as matrículas”, afirmou.
O vereador questionou o futuro dos estudantes afetados pela medida. “Vão deixar os 750 alunos com aquele sonho de voltar a estudar e se formar, igual eu me formei?”, indagou.
Ao relatar sua trajetória pessoal, Zezinho destacou a importância do ensino supletivo para pessoas que não tiveram acesso à educação na idade regular.
“Lá foi uma escola onde terminei o terceiro colegial. Vim da roça, tinha sete anos, comecei a trabalhar, tomava banho em cochos onde as vacas bebiam água, então, era muito difícil”, disse.
“Aí surge uma escola que dá oportunidade para os alunos, para aqueles que não tiveram oportunidade de estudar, para pelo menos ter o terceiro colegial e querem fechar”, completou, reforçando: “é um absurdo uma coisa dessa”.
O parlamentar defendeu a continuidade do ensino supletivo e criticou a possibilidade de encerramento das atividades. “Estão querendo acabar com a escola e não é falta de dinheiro. A Secretaria de Educação é onde mais tem dinheiro e todos sabem disso. Além de prejudicar os professores, vão prejudicar os alunos. Como pode acabar com uma escola que dá oportunidade? Não pode acabar, tem que incentivar”, declarou.
Zezinho informou ainda que pretende acionar o Ministério Público para acompanhar o caso e buscar medidas que impeçam o fechamento.
“Se depender da Câmara Municipal, jamais vão fechar”, afirmou.
Prática esportiva
Na sequência, o vereador também questionou possíveis exigências para utilização de espaços públicos destinados a práticas esportivas e eventos.
“Se eu quiser correr no sábado ou domingo, será que vou ter que pagar? Tem várias pessoas no Piratininga que fazem caminhada, é um absurdo o que estão querendo fazer para quem pratica esporte”, disse.
Ao encerrar, ele questionou a adoção das medidas e defendeu a manutenção do acesso gratuito às atividades. ‘Sempre teve caminhada, ninguém cobrou, por que cobrar? Por que dificultar a vida das pessoas? Podem contar conosco”, concluiu.
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