Marília Martins aponta falhas no transporte, déficit na saúde e destaca combate à violência contra a mulher
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24 de março de 2026
A vereadora Marília Martins (PSOL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Franca, durante a Sessão Ordinária nº 08 de 2026, realizada nesta terça-feira (24), para levantar uma série de demandas envolvendo o transporte público, a saúde e casos recentes de violência contra a mulher no município.
Em sua fala, a parlamentar destacou problemas práticos enfrentados pela população e defendeu ações preventivas, especialmente na área da saúde.
Transporte coletivo
Ao retomar a pauta do transporte público, Marília relatou dificuldades enfrentadas por usuários durante a transição entre empresas responsáveis pelo serviço.
Segundo a vereadora, uma munícipe foi orientada a utilizar o saldo remanescente do cartão da operadora anterior, sem possibilidade de transferência para o novo sistema. A parlamentar afirmou que entrou em contato com a empresa responsável e aguarda retorno sobre o caso.
Ela também apontou cobranças indevidas em serviços como atendimento via WhatsApp e recargas via Pix, além de inconsistências nos horários das linhas divulgadas à população.
“Eu estou acompanhando essa questão, estou acompanhando também os horários dos ônibus. Ainda não alteraram muitos horários que estão divulgando que vai ter o ônibus. Nem colocaram o ônibus para passar de fato, e também não tiraram os horários para as pessoas não irem no horário errado esperar ônibus”, afirmou.
Saúde e falta de vagas
Na área da saúde, a vereadora destacou a necessidade de ampliação de vagas de média complexidade e relatou casos que evidenciam dificuldades no acesso aos serviços.
Entre eles, citou a situação de um munícipe que não conseguiu obter medicamento na farmácia popular devido ao bloqueio do CRM do médico no sistema.
Marília também esclareceu alternativas para retirada de medicamentos quando unidades básicas estão fechadas. “Eu entendi que se a farmácia do postinho está fechada, o munícipe pode retirar nessas outras farmácias populares para não ficar sem o remédio e para não ter que esperar tanto tempo para iniciar seu tratamento”, disse.
A parlamentar ainda chamou atenção para a alta ocupação de leitos hospitalares, relacionando o cenário à demanda por atendimentos e a acidentes de trânsito, além de alertar para o impacto da sazonalidade de doenças.
“Nós estamos falando desses leitos ocupados agora. Imaginem vocês daqui um mês, mais ou menos, quando começar a temporada de dengue”, alertou.
Ela reforçou a necessidade de investimento em prevenção e atenção básica, criticando a sobrecarga do sistema de saúde.
“Eu chamo a atenção para isso, a gente não trabalha a prevenção e continua sobrecarregando o nosso sistema de saúde. As pessoas muitas vezes não vão até as UBSs onde tem que cuidar da atenção básica e primária porque chegam lá não encontram os médicos especialistas”, afirmou.
Segundo ela, esse cenário faz com que os pacientes procurem atendimento apenas em situações mais graves. “Vão esperando, esperando até que a doença estoura e vão parar nos prontos socorros, nas UPAs e possivelmente vão precisar de leitos”, acrescentou.
Marília também mencionou a chegada de doenças respiratórias após o período de dengue e ponderou sobre a abertura gradual de novas estruturas de saúde.
“Não adianta, vamos inaugurar esse hospital e não vai ser de uma vez só, vai abrir por alas e entendo por conta da estrutura, vai inaugurar um hospital desse tamanho e em seis meses não está resolvido, se a gente não trabalhar exatamente a prevenção”, afirmou.
Violência contra a mulher
Na parte final, a vereadora abordou casos recentes de violência contra a mulher registrados em Franca, incluindo episódios de assédio e agressão.
Para ela, as ocorrências reforçam a necessidade de ampliar ações de conscientização e enfrentamento ao problema. “Mês das mulheres e a gente não consegue ter um descanso sequer do que tem acontecido com as mulheres”, lamentou.
Marília citou o caso de uma humorista, mulher negra e com deficiência visual, assediada após uma apresentação na cidade. Também mencionou a denúncia de uma jovem de 18 anos contra um médico, que, segundo ela, levou outras vítimas a se manifestarem. Além disso, relatou um caso de agressão e atropelamento envolvendo uma mulher.
“É isso que as mulheres tem pagado em nome de todo esse machismo que a gente vive. As mulheres não têm paz”, concluiu.
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