Pais de crianças, jovens e profissionais defendem permanência de atividades do CEI

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14 de janeiro de 2025

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Na sessão da Câmara Municipal de Franca desta terça-feira, 14, a munícipe Daianne Oliveira Alves de Sousa fez uso da Tribuna Livre para se manifestar sobre a possível mudança nos serviços prestados pelo Centro de Educação Integrada (CEI), que atende pessoas com deficiência intelectual e múltiplas a partir dos 16 anos.

Daianne explicou que o CEI é referência no atendimento de pessoas com deficiência, proporcionando inclusão social e preparação para o mercado de trabalho por meio de cursos, oficinas, programas de inclusão e a Cooperativa Social CODIFA, que envolve pessoas com deficiência, seus familiares e amigos. Atualmente, cerca de 190 pessoas são atendidas, além da lista de espera.

Ela criticou a proposta da Prefeitura de migrar os serviços prestados pelo CEI para secretarias municipais, como o Centro Dia, apontando que essa mudança pode desarticular o trabalho desenvolvido ao longo de 30 anos. “A falta de proposta efetiva nesta transição demonstra uma violência contra a pessoa com deficiência e contra as famílias”, afirmou Daianne, ressaltando que a comunidade que utiliza o serviço não foi ouvida sobre as mudanças.

Além disso, Daianne pediu isonomia na atribuição de aulas para os professores de educação especial e a manutenção das 18 vagas atualmente existentes para profissionais que atendem o CEI.

O vereador Gilson Pelizaro (PT) também se manifestou durante a sessão, dizendo que a proposta do Executivo pegou os vereadores de surpresa. Segundo ele, não houve discussão prévia sobre o tema, e as pessoas que utilizam os serviços não foram consultadas. “Nós que vamos dar um sim ou um não em determinadas situações, não pode ser surpreendido com projetos de grande monta e que vai mexer com a vida de tanta gente, sem que a gente pudesse fazer uma discussão mais ampla e discutir o tema de uma forma mais clara”, afirmou Pelizaro.

Em resposta, o vereador sugeriu a criação de uma comissão formada por vereadores, pais, professores e representantes do Executivo para discutir as alternativas possíveis. Para Pelizaro, o papel dos vereadores é intermediar o diálogo entre o poder público e os usuários do serviço, buscando soluções por meio da negociação e do consenso. “A questão é, pode haver uma negociação para que as partes se entendam? Nós é que vamos dar o aval aqui, temos que saber disso. E se tiver essa condição é muito melhor fazer através do diálogo e da conversa”, explicou.

A proposta de reestruturação dos serviços do CEI ainda será debatida e, conforme destacado pelo vereador, é essencial garantir que todas as partes envolvidas sejam ouvidas antes de qualquer decisão final.

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