Vereadores debatem sobre falta de leitos e decreto de Estado de Emergência em Saúde

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23 de abril de 2024

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O vereador Gilson Pelizaro (PT) na manhã desta terça-feira, 23 de abril, de 2024 questionou a Prefeitura através do Requerimento nº 234 de 2024 informações sobre o Decreto de Estado de Emergência em Saúde efetuado pelo Estado de São Paulo.

No documento lido na íntegra durante a 12ª Sessão Ordinária realizada no auditório do Uni-Facef o parlamentar pontua ‘este aumento exponencial de casos de dengue tem gerado uma grande demanda pelos serviços de saúde do Município, com a escassez de leitos de internação mostrada diariamente na imprensa local’

‘Indaga-se se a municipalidade pretende decretar Estado de Emergência, haja vista a escassez de leitos no Município. É de se ressaltar que com a proximidade do inverno, há o agravamento das doenças respiratórias, e consequentemente nova superlotação nos hospitais’ acrescenta.

O legislador reforçou ‘caso seja decretado Estado de Emergência no Município, indaga-se se há estudos para a implantação de hospital de campanha, com no mínimo 50 leitos de enfermaria e 15 de UTI, até que se concluam as obras do Hospital Estadual, cuja previsão é para o segundo semestre de 2025, a fim de mitigar o colapso na Saúde causado pela falta de leitos’

Pelizaro em fala na sessão destacou ‘dezessete cidades do Estado já decretaram estado de emergência para desburocratizar e ter acesso rápido ao recurso e atender urgentemente as pessoas que precisam’

‘Na verdade a omissão das autoridades é que está fazendo as pessoas passarem por essa situação. Se o prefeito que é o Poder Executivo pode decretar estado de emergência, sabe que o Hospital Estadual vai demorar pelo menos um ano e meio para ter utilidade. O que vai acontecer nesse período?’ disse.

‘Tem estratégia para solucionar, basta vontade política e deixar de pensar um pouquinho na eleição e ir atrás do recurso e do dinheiro. Hospital de campanha não é feio! O IMA já foi utilizado como hospital de campanha, se não quiser trazer um hospital de lona, o que não tem problema nenhum de fazer, pode colocar UTI, pode colocar leitos de enfermaria e dar dignidade ao paciente. O que não pode é as famílias ficaram no estado que estão’ concluiu.

O vereador Ilton Ferreira (União) pontuou ‘a Comissão de Saúde precisa urgentemente é criar uma comissão para saber o que está acontecendo e não esperar a Santa Casa não! E o que prefeito está fazendo? Está insuportável! Uma criança esperar 4h para ser atendida, Pronto Socorro lotado e nós precisamos saber o que está acontecendo’

‘Alguma coisa nós precisamos abrir aqui! Para entender o que está acontecendo, esperar esse prefeito sair para resolver vai demorar! É agora que precisa ser resolvido’ disse.

A vice-presidente da Câmara vereadora Lurdinha Granzotte (Republicanos) lembrou ‘não vamos ser injustos com essa Câmara, porque desde de 2021 nós estamos lutando, falando, fazendo visitas, já acionamos até o Ministério Público e tudo o que está dentro do nosso limite nós temos feito’

‘A Secretaria de Saúde tem feito de tudo! Os funcionários trabalham com o que tem, com o que podem e também são limitados. Lembrar também que os Prontos Socorros e UPAs estão trabalhando como se fossem hospitais! A gente tem que lembrar que é urgência e emergência! Pronto Socorro não é hospital!’ reforçou.

‘A estrutura do Pronto Socorro está completa! O negócio é da Santa Casa em diante, então, aí já é um problema que temos que nos unir e fazer uma força tarefa’ concluiu.

O vereador Zezinho Cabeleireiro (PSD) que preside a Comissão de Saúde disse ‘nós estamos batalhando há muito tempo, todos estão convidados para chamar os responsáveis da Santa Casa, porque fiz a Moção de Protesto e eles responderam com críticas dizendo que estão atendendo além do limite, mas eu duvido que a Santa Casa coloca um paciente a mais em leitos que não são do SUS’

O parlamentar ainda citou o Requerimento nº 236 de 2024  para que que seja oficiada a Presidência da Santa Casa de Misericórdia de Franca para esclarecimentos acerca da disponibilização de leitos hospitalares para atendimento e execução de procedimentos médicos através do SUS (Sistema Único de Saúde).

‘Nós montamos a CEAR da Saúde conseguimos 55 leitos na Justiça e esses leitos não aparecem! E outra só falam que está superlotado! Superlotado! Então, queremos saber da Secretária de Saúde quantas pessoas que passam pelas UPAs e Prontos Socorros e que pedem vagas para serem internadas. Vamos pedir também no DRS VIII quantas vagas são liberadas por dia e por semana. São várias explicações que precisam esclarecer sobre o que está acontecendo’ enfatizou.

 O vereador Ronaldo Carvalho (PP) recordou ‘nós temos trabalhado pela saúde na nossa cidade! Olha o que temos feito, olha o tanto que nós falamos! Críticas da Santa Casa, críticas da população, a gente é criticado, mas o que queremos é que o sistema funcione, só isso!’

‘As engrenagens não estão combinando, uma está falhando! Uma faz a outra falhar! Algo de errado tem e precisa resolver problema. E a primeira coisa que precisa ter é transparência’ concluiu.

O vereador Marcelo Tidy (MDB) comentou ‘a saúde é um problema grave e temos que cobrar os parlamentares estaduais, porque quem administra a Santa Casa de Patrocínio Paulista, Ituverava, Pedregulho, São Joaquim da Barra é o Governo do Estado de São Paulo’

‘A gente precisa convocar e ou convidar as lideranças estaduais, os nossos deputados, para que eles entrem na batalha conosco porque o Estado é o responsável’ concluiu.

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