O representante do Sindicato dos Servidores Públicos, Samuel Andrade Gomide, utilizou a tribuna durante a 16ª Sessão Ordinária de 2026, realizada nesta terça-feira, 19 de maio, para relatar a situação de trabalhadores da saúde que atuam nos setores de urgência e emergência em Franca.
Durante a fala, ele mencionou pressões sofridas por servidores, pediu atenção da Câmara ao tema e sugeriu que a Comissão de Saúde acompanhe o caso.
Segundo Samuel, a situação foi observada em visita à UPA do Bairro Aeroporto, onde ele afirmou ter ido para averiguar as condições de atendimento. “A gente tem visto no olhar dos trabalhadores o que tem sido atender a urgência e emergência nesses tempos”, declarou.
De acordo com o representante sindical, servidores têm enfrentado pressão durante o trabalho e, em alguns casos, agressões. Ele afirmou que o problema tem afetado diretamente a saúde dos profissionais:
“O resultado dessa situação é que nós temos trabalhadores com depressão, com dificuldade de realizar o trabalho. E dentro desta relação de trabalho, os servidores não estão conseguindo realizar o trabalho a contento porque estão doentes”.
Samuel também abordou a atuação parlamentar em ações de fiscalização. Segundo ele, esse trabalho deve ocorrer de forma institucional, conforme entendimento relacionado ao Tema 832 do Supremo Tribunal Federal.

Ao tratar do assunto, o representante sindical reconheceu que diversos vereadores acompanham a situação das unidades de saúde de maneira respeitosa com os trabalhadores e também destacou manifestações de apoio feitas por parlamentares aos servidores.
Apesar disso, Samuel afirmou que a situação tem se ampliado e mencionou a ocorrência de agressão física contra servidor. Nesse contexto, reforçou que os profissionais em atividade nas unidades não são os responsáveis pelos problemas enfrentados no sistema de saúde e que a busca por soluções não deve ser direcionada a quem atua diretamente no atendimento.
De acordo com o representante sindical, a dificuldade está relacionada também ao número reduzido de servidores diante da demanda existente. Por isso, defendeu que a discussão seja conduzida a partir das condições estruturais de atendimento, e não por meio de pressão sobre os trabalhadores que estão na linha de frente.
Ao tratar das condições de trabalho, afirmou que a cobrança “não é para quem está lá sofrendo doze horas todos os dias tratando da vida das pessoas. E a gente tem que ter um cuidado e responsabilidade em relação a isso”.
Como encaminhamento, Samuel pediu que a Câmara, por meio da Comissão de Saúde, averigue a situação nas unidades. Ele também defendeu a responsabilização de eventuais má condutas em ações de fiscalização. “A solução não é agressão, não é atacar o trabalhador. A solução é a contratação de novos servidores. A solução é ter vaga na Santa Casa”, afirmou.