Munícipe defende políticas públicas para população em situação de rua em Franca

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07 de abril de 2026

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Durante a 10ª Sessão Ordinária realizada nesta terça-feira (7), o munícipe Rogério Chimionato utilizou a Tribuna para discutir sobre as pessoas em situação de rua em Franca, destacando a complexidade do tema e pedindo  políticas públicas estruturadas.

Ao iniciar sua fala, ele agradeceu o espaço e ressaltou que o problema é multifatorial, envolvendo diferentes áreas. “A gente entende que usuário de crack, não estou generalizando e existem exceções, não estou dizendo que todas as pessoas que estão nas ruas são dependentes químicos. A gente sabe que esse é um problema multifatorial e envolve área da saúde, é um problema de segurança pública e também uma questão de assistência social”, afirmou.

Na sequência, Rogério apontou o que considera lacunas nas ações do poder público, especialmente nas áreas de saúde e segurança. “Pelo que temos visto em Franca, até onde consigo acessar, temos ações da assistência social para essa população. Na área de saúde e segurança pública não sei exatamente como está sendo feito”, disse.

Ele sugeriu a ampliação de parcerias com o Governo do Estado e reforçou a importância de políticas voltadas à saúde mental, principalmente para pessoas com dependência química. Com base em experiências pessoais e trabalhos voluntários, destacou ainda que há diferentes perfis entre a população em situação de rua. “Tem gente que está na rua, tem transtorno psiquiátrico mas não tem a dependência química, mas ainda assim é uma pessoa que está na rua numa situação atípica”, pontuou.

Ao apresentar dados, Rogério afirmou que houve aumento de 18% no número de pessoas em situação de rua cadastradas no município. “São números que consegui diretamente com a Prefeitura. Em janeiro de 2024 eram 825 moradores em situação de rua e passou em dezembro para 980”, explicou. Ele acrescentou que 74% dessa população está cadastrada no Bolsa Família e que cerca de 190 pessoas recebem aluguel social por meio do programa “Moradia Primeiro”.

O munícipe também mencionou a emissão de mais de mil passagens em 2025 para pessoas em situação de rua e avaliou a percepção popular sobre as ações do poder público. “A sensação que vejo com as pessoas que converso nas ruas e na internet é que o Poder Público está enxugando gelo em relação a essa questão”, afirmou, ao pedir mais transparência sobre os investimentos e resultados.

Ele ainda sugeriu parcerias com organizações não governamentais que atuam na recuperação de dependentes químicos, com foco em internação de longo prazo. “Conheço quatro ONGs que visitei pessoalmente, o tratamento completo dura 12 meses e ao final a pessoa tem condições de voltar a ter uma vida digna”, relatou.

Segundo ele, algumas instituições apresentam taxa de sucesso de 62% dois anos após a primeira internação. “É um número muito bom, mostra que existe uma luz no fim do túnel”, concluiu.

Ao final da participação, os vereadores Marília Martins (PSOL) e Leandro O Patriota (PL) parabenizaram o munícipe pelas contribuições e reforçaram a importância do debate e da construção de políticas públicas mais eficientes para o atendimento dessa população.

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