Representante da Sabesp esclarece obras e reposição asfáltica na Câmara
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07 de abril de 2026
Durante a 10ª Sessão Ordinária de 2026, realizada nesta terça-feira (7), às 9h, na Câmara Municipal de Franca, o gerente da Sabesp, Alex Henrique Veronez, utilizou a tribuna para prestar esclarecimentos sobre problemas na reposição asfáltica após obras de reparos em tubulações do município.
A participação ocorreu em resposta a questionamentos levantados anteriormente por vereadores, especialmente sobre falhas em obras de troca e instalação de encanamentos. Ao longo da apresentação, o representante exibiu imagens de vias com irregularidades e detalhou as principais causas dos problemas.
Entre os pontos destacados, Alex mencionou falhas no corte das valas, ausência de sinalização adequada e dificuldades no nivelamento do asfalto. Segundo ele, o recorte irregular compromete o acabamento das vias. “Nem sempre é recortada de forma ortogonal, e isso causa uma aparência feia na via”, afirmou.
Na sequência, ele explicou que a questão da reposição asfáltica é recorrente em diversos municípios e passou a ser demanda frequente após o processo de privatização da companhia. “Foi praticamente unanimidade a reclamação em relação à reposição asfáltica”, disse.
Ainda segundo ele, “a ARSESP, que é a agência reguladora, fez uma regulamentação exigindo qualidade nessa reposição”. Alex comenta que as orientações da regulamentação tratam, dentre outros indicadores, do cumprimento de prazos e qualidade nos serviços de reposição.
De acordo com o gerente, a nova regulamentação estabelece critérios como geometria adequada das valas, nivelamento correto, ausência de trincas e qualidade na execução dos reparos. A norma entrou em vigor em janeiro de 2026 e vem sendo incorporada aos processos da empresa.
Para atender às exigências, Alex informou que a Sabesp tem adotado medidas como padronização de procedimentos por meio do modelo denominado Global Sourcing, que define responsabilidades, equipes mínimas e integração entre etapas da obra. Entre as diretrizes, está a exigência de que a mesma empresa responsável pela intervenção na tubulação execute também a recomposição do asfalto.
Além disso, ele destacou ações como capacitação de equipes, reforço na fiscalização e realização de testes técnicos após os reparos. “Se não passar nesse teste, tem que ser retirado o material, aterrada a vala e compactada novamente”, explicou.
Outro ponto abordado foi a adoção de estratégias para reduzir a necessidade de cortes no asfalto, como a instalação de redes em calçadas em novos loteamentos.
Durante a fala, Alex também comentou um acidente ocorrido na Rua Washington Luís, que motivou requerimento apresentado pelo vereador Marcelo Tidy (MDB). Segundo ele, no dia do ocorrido foi registrada uma chuva de 60,90 mm, acima da média histórica, o que contribuiu para a situação. Ele informou que a empresa realizou reparos no local no dia seguinte e adotou os procedimentos necessários em relação ao motociclista envolvido.
Na etapa de debates, o vereador Gilson Pelizaro (PT) questionou a integração entre a Sabesp e a Prefeitura no planejamento das obras, além da compatibilidade dos materiais utilizados. O parlamentar também sugeriu maior articulação entre os órgãos municipais e a companhia para prevenir problemas.
Em resposta, Alex afirmou que há diálogo entre as instituições e considerou pertinente a formalização de um termo de cooperação para padronização de processos e materiais.
Outros vereadores também se manifestaram. Donizete da Farmácia (MDB), Zezinho Cabeleireiro (PSD) e Claudinei da Rocha (MDB) apresentaram demandas relacionadas a escoamento de água, buracos em vias e intervenções em áreas específicas da cidade. Alex informou que há ações planejadas para esses pontos.
O presidente da Câmara, Fransérgio Garcia (PL), questionou o uso de chapas metálicas como alternativa temporária nos reparos, enquanto o vereador Marco Garcia (PP) abordou casos de furtos de hidrômetros. Sobre esse tema, o gerente orientou o registro de boletim de ocorrência e abertura de chamado junto à empresa.
Por fim, o vereador Leandro O Patriota (PL) levantou questionamentos sobre o modelo das caixas de proteção dos hidrômetros. Alex informou que os modelos atuais, em PVC, permitem acesso pelos dois lados do muro, buscando maior funcionalidade.
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