Marília Martins defende Plano Municipal de Cultura, questiona leitos hospitalares e alerta para impactos na educação especial

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09 de junho de 2026

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A vereadora Marília Martins (PSOL) utilizou a Tribuna da Câmara Municipal de Franca durante a 19ª Sessão Ordinária, realizada na manhã desta terça-feira (9), para abordar temas relacionados à cultura, saúde, educação especial e preservação do patrimônio público.

A parlamentar fez críticas à condução de políticas culturais no município, questionou o funcionamento do Hospital Três Colinas e reforçou os questionamentos sobre mudanças promovidas pelo Governo do Estado na educação especial.

Plano Municipal de Cultura

Ao iniciar seu pronunciamento, Marília afirmou que o setor cultural continua sem o apoio necessário do poder público e voltou a defender a implantação do Plano Municipal de Cultura.

Segundo a vereadora, a cidade ainda não possui um planejamento estruturado para a área. “A cultura na nossa cidade continua abandonada, sem um Plano Municipal de Cultura até hoje, numa cidade do tamanho de Franca”, declarou.

A parlamentar também comentou sobre os recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) referentes a 2025. Ela afirmou que os valores foram depositados, mas ainda não chegaram aos agentes culturais por entraves administrativos.

“O dinheiro caiu em dezembro e até hoje não foram credenciados pareceristas”, disse.

Marília relatou ter procurado a Secretaria responsável para buscar esclarecimentos sobre o andamento dos editais e afirmou que ainda não há cronograma definido para contratação dos avaliadores nem para abertura dos processos de seleção.

A vereadora criticou a demora na execução dos recursos e destacou os impactos para artistas e trabalhadores da cadeia produtiva da cultura.

“A cultura não está sendo levada a sério. A gente fala de falta de arrecadação na cidade, mas a cultura não é vista como um poder econômico”, afirmou.

Ela também defendeu maior investimento na economia criativa, no turismo e em iniciativas culturais nos bairros, argumentando que o setor gera emprego, renda e movimenta a economia local.

Ao final do tema, reforçou o apoio às reivindicações dos agentes culturais e defendeu a realização da Conferência Municipal de Cultura e a elaboração do Plano Municipal de Cultura.

Hospital Três Colinas

Na sequência, Marília voltou a questionar o funcionamento do Hospital Três Colinas e a efetiva disponibilização de vagas para pacientes que aguardam internação.

Segundo a vereadora o novo hospital ainda não solucionou a demanda por leitos na rede pública de saúde.

“Foi inaugurado um hospital que não tem vaga. Não resolveu o problema da vaga”, declarou.

Ela também defendeu a continuidade da fiscalização sobre a gestão e a operação da unidade hospitalar, ressaltando que pacientes ainda aguardam transferência e atendimento em unidades de urgência da cidade.

Patrimônio público

Durante o discurso, Marília argumentou que os desafios enfrentados pelo município não se limitam à saúde e à cultura.

A parlamentar mencionou problemas relacionados à conservação de equipamentos e espaços públicos, citando patrimônios culturais da cidade que, segundo ela, necessitam de maior atenção do poder público.

Educação especial

Outro tema abordado foi a educação especial. Marília voltou a questionar as mudanças implementadas pelo Governo do Estado de São Paulo, especialmente em relação à substituição de professores especializados por cuidadores em algumas unidades escolares.

A vereadora afirmou ter recebido relatos de famílias e da comunidade escolar sobre situações registradas em Franca.

“Recebi denúncia de escola aqui em Franca de aluno da educação especial que está tendo o seu professor trocado por cuidador”, afirmou.

Ela relatou ainda que levou a preocupação diretamente ao governador Tarcísio de Freitas durante a inauguração do Hospital Três Colinas.

“Perguntei sobre a substituição dos professores especializados por cuidadores e ele garantiu: ‘não vai trocar, não vai substituir’”, disse.

Marília criticou a continuidade das mudanças e destacou os impactos para estudantes com deficiência e transtornos do desenvolvimento, especialmente aqueles que enfrentam dificuldades de adaptação a alterações no acompanhamento pedagógico.

Ao encerrar sua fala, a vereadora reafirmou o compromisso de continuar acompanhando os temas discutidos e manter a fiscalização das ações do poder público nas áreas de cultura, saúde e educação.


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