CRAM fortalece rede de apoio e acolhimento a mulheres vítimas de violência em Franca

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06 de março de 2026

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Em Franca, os serviços de acolhimento às vítimas de violência doméstica oferecem orientação jurídica, apoio psicológico e encaminhamentos para a rede de proteção. O objetivo é garantir que nenhuma mulher precise enfrentar a violência sozinha.

No Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), o trabalho começa justamente no momento em que muitas vítimas ainda estão inseguras sobre o que fazer. O espaço oferece acolhimento e orientação especializada para mulheres em situação de violência.

A advogada voluntária Daniella Salvador explica que o atendimento é realizado de forma gratuita e busca oferecer suporte em diferentes áreas. Segundo ela, o local recebe tanto mulheres encaminhadas pela Delegacia da Mulher, após o registro de ocorrência, quanto aquelas que procuram o serviço por iniciativa própria.

“O trabalho aqui é de acolhimento. Nós recepcionamos essas mulheres e oferecemos orientação jurídica, psicológica e terapêutica de forma voluntária e gratuita”, explica.

Além do apoio inicial, o atendimento também inclui orientação sobre os direitos das vítimas e encaminhamentos para outros serviços quando necessário.

“Muitas vezes as pessoas sabem o que aconteceu, mas não conhecem os próprios direitos. Fazemos essa conversa de acolhimento, orientamos juridicamente e, quando necessário, encaminhamos para a Defensoria Pública, por exemplo”, destaca Daniella.

Desafios no atendimento às vítimas

Mesmo com os serviços disponíveis, especialistas apontam que ainda existem desafios para ampliar e organizar o atendimento às vítimas na cidade.

A vereadora Marília Martins (PSOL) destaca que uma das prioridades é fortalecer e estruturar melhor o fluxo de atendimento, garantindo que as mulheres encontrem apoio de forma rápida e eficiente.

“Muitas vezes as mulheres querem denunciar ou sair de casa, mas enfrentam dependência financeira ou preocupações com os filhos. Organizar esse atendimento é fundamental para que, quando a mulher pedir ajuda, ela não fique sendo encaminhada de um lugar para outro”, afirma.

No atendimento diário do CRAM, os profissionais também identificam que muitas mulheres ainda têm dificuldade em reconhecer as diferentes formas de violência.

Segundo a advogada Daniella Salvador, os casos atendidos mostram que a violência pode ocorrer de diversas maneiras.

“Não é apenas a violência física. Existe a violência psicológica, sexual e patrimonial, quando a mulher fica sem acesso aos próprios recursos financeiros. Muitas vezes elas nem percebem que estão vivendo esse tipo de situação”, explica.

Atuação da Procuradoria da Mulher

Na Câmara Municipal de Franca, a Procuradoria da Mulher também atua como um importante ponto de apoio para denúncias e encaminhamentos.

De acordo com a vereadora Marília Martins (PSOL), o órgão tem como objetivo acolher as demandas e fazer a ponte entre os diferentes serviços disponíveis na cidade.

“A Procuradoria da Mulher é um espaço para receber denúncias, acolher os pedidos de ajuda e encaminhar os casos. Cada situação é analisada individualmente para que possamos fortalecer a rede de proteção”, afirma.

Durante o mês de março, período em que se intensificam as discussões sobre os direitos das mulheres, a expectativa é avançar em novas políticas públicas de combate à violência.

Entre as propostas está a apresentação de um conjunto de projetos de lei voltados ao enfrentamento do feminicídio e à ampliação do acesso das mulheres aos serviços de apoio.

“Neste mês vamos propor um pacote de leis para combater o feminicídio, apoiar as mulheres e ampliar o acesso aos serviços. Também vamos atualizar materiais de orientação para que mais mulheres saibam onde procurar ajuda”, destaca a vereadora.

A importância de buscar apoio

Enquanto o trabalho institucional avança, profissionais que atuam diretamente no atendimento reforçam a importância de procurar ajuda.

“Muitas mulheres chegam com medo, achando que não têm direitos. Nosso papel é acolher, orientar e ajudar para que elas possam acessar os direitos que já estão previstos em lei”, conclui Daniella Salvador.

Serviço

CRAM (Centro de Referência de Atendimento à mulher)

Procuradoria da Mulher 

@procuradoriadamulherfranca 

(16) 3713 1501  (16) 98251 4295

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