Engenheiro explica estudo de transporte coletivo

Em primeiro plano, munícipes acompanham fala do engenheiro Rodrigo Verroni, em segundo plano, na Tribuna do Plenário da Câmara

Durante o período da manhã da 11ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Franca, realizada hoje, 16, o engenheiro Rodrigo Verroni detalhou estudo sobre transporte coletivo municipal. A pesquisa foi encomendada pela EMDEF (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) à empresa A & EM – Assessoria e Engenharia do Movimento, onde Verroni trabalha, e divulgada publicamente na semana passada. Dezenas de municípes - alguns empunhando cartazes de protesto - acompanharam a explicação. 

O estudo foi feito com base em dados operacionais fornecidos pela EMDEF, e recomenda a renovação do contrato com a empresa São José, atual responsável pela prestação do serviço público, por ser a alternativa mais viável do ponto de vista de viabilidade econômico-financeira. Simulações do levantamento também apontaram que, dependendo das condições como a demanda de passageiros, idade da frota e manutenção do Terminal e abrigos, o preço da tarifa no novo contrato deverá ficar entre 4,29 e 4,70 para que o sistema apresente viabilidade financeira.

Entre as sugestões do estudo, estão a implantação de faixas exclusivas de ônibus, revisão técnica das gratuidades (para evitar fraudes, por exemplo) e redução de taxas e tributos que incidem a operação e de custos adicionais como a manutenção de terminais.

Os vereadores Adérmis Marini (PSDB), Corrêa Neves Júnior (PSD), Tony Hill (PSDB), Pastor Palamoni (PSB), Pastor Otávio (PTB) e Kaká (PSDB) fizeram perguntas a Verroni e comentaram o estudo.

Indagado por Adérmis sobre a possibilidade de reduzir a tarifa sem subsídios, o engenheiro explicou que, caso não haja o aumento previsto de 9% da demanda nem outros aportes, a previsão é o aumento da tarifa. Já em resposta ao vereador Corrêa Neves com relação a tarifas mais baratas sem subsídios encontradas em outras cidades, Verroni disse que os maiores custos variam de município para município, como custos com mão de obra e combustível.

O vereador Tony Hill pediu que a EMDEF e a Prefeitura desenvolva um estudo mais detalhado do transporte coletivo da cidade, focando nos passageiros. “O povo que utiliza o serviço, é ele que deveria opinar, e o povo pede melhorias. Estou do lado do povo”, afirmou.

Outros questionamentos incluíram a integração contabilizada como gratuidade pela São José (entendimento do qual Verroni discordou) e a possibilidade de os serviços não melhorarem com o novo contrato, o que é a principal queixa dos usuários. Também foi levantada a hipótese de não haver aumento de demanda: nesse caso, segundo o engenheiro, nos acordos tarifários subsequentes, poderia haver uma pressão maior para aumentar a tarifa ou adotar medida como isenção de impostos e retirada de vans de circulação. 

O presidente da EMDEF, Marcos Haber, que estava presente na Sessão, acrescentou que iria disponibilizar hoje aos vereadores a pesquisa de satisfação que a empresa realizou com os usuários do transporte coletivo. Por fim, a vice-presidente da Udecif (União de Defesa da Cidadania de Franca), Rejane Barbosa, cobrou a realização de audiências públicas sobre o tema, porque o próprio contrato indica que a sua renovação deverá ser implementada mediante interesse público coletivo. As reuniões oficiais são ainda mais necessárias se o Poder Executivo fornecer subsídios, ou seja, utilizando dinheiro público.